INTRODUÇÃO
O problema social que mais aflige o brasileiro é a falta de segurança. O criminalidade nos atinge psicologicamente, fisicamente mas também economicamente. Na Itália as coisas são muito diferentes, principalmente no norte deste país.
Visite o Tutorial de nosso site antes de viajar.
A SEGURANÇA NA ITÁLIA
Os cidadãos italianos podem realmente "ir e vir". Em qualquer hora do dia ou da noite observa-se em todas as cidades italianas pessoas que pesseiam nas praças, parques e ruas. Infelizmente, no Brasil as praças públicas são pontos inacessíveis à noite. Caminhar tranquilamente em uma rua do centro de uma cidade brasileira é coisa do passado.
Muitos italianos preferem sair à noite ou de madrugada a pé, caminhando pelas ruas e praças ao invés de usar o carro. Os monumentos são preservados e a segurança é muito grande.
É raro que roubem um carro na Itália, e dessa forma, são poucos os italianos que pagam seguro contra roubo.
Assalto à mão armada, assalto no semáforo, estupro, assassinato, chacinas são coisas consideradas na Itália de "terceiro mundo" pois é algo que praticamente não existe neste país.
Um pouco de criminalidade existe na Itália, e se limita a pequenos furtos (em ônibus, por exemplo) na maioria das vezes cometidos por extra-comunitários vindos da África, dos países árabes ou do leste europeu.
OPINIÃO PESSOAL
Eu adoro e prezo a liberdade. É algo que vem antes e acima de tudo na vida. Se persarmos na questão da segurança e relacionarmos com a liberdade, percebemos que a falta de segurança tira do cidadão muita liberdade.
A falta de segunça pode até mesmo mudar hábitos de vida. Por exemplo, na Itália não existem "shoppings" da mesma forma como no Brasil. As pessoas não acham prazeiroso passar uma tarde trancada entre quatro paredes de concreto, protegidos por seguranças particulares e vigiados por câmeras. Nos finais de semana os italianos preferem ir ao parque, à praça central, passear nas ruas.
Na Itália os prédios não têm porteiros ou seguranças.
É triste ter que ficar isolado do mundo em casa, atrás de grades, muros altos e sair com o carro com as janelas fechadas pois o semáforo é um ponto frequente de assaltos.
Quando morava em Bolonha me sentia feliz e realizado ao caminhar de madrugada, sozinho, sem medo, no centro, entre ruelas e ruas minúsculas, onde no Brasil poderiam ser pontos "estratégicos" de assaltantes.
Me sentia livre ao deixar minha moto ou carro sem seguro contra roubo em qualquer rua perto do centro de Bolonha.
A sensação de medo talvez seja pior que a própria criminalidade, pois foram poucas as vezes de real perigo que sofri no Brasil, mas todos os dias sem exceção eu tive medo ou angústia.
Enfim, um dia ouvi de um amigo uma frase que nunca esqueci. Ele dizia que "o Brasil é um país onde muitos têm fome e poucos têm medo".
< Voltar