INTRODUÇÃO
O texto abaixo tem por objetivo lhe dar subsídios para escolher entre uma imigração solitária ou em companhia, apontando os prós e contra de cada situação.
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IMIGRAÇÃO EM GRUPO
Imigrei à Itália sozinho e com apoio moral de apenas uma pessoa de minha família. Posso dizer, com pouca margem de erro, que fui contra tudo e contra todos. Hoje em dia considero tal feito típico da juventude: radical e inconseqüente nas escolhas. Corri riscos desnecessários. Riscos que não foram poucos.
Não é preciso imaginar muito para notar que quem viaja sozinho pode adoecer, perder-se, acidentar-se e nestas situações as conseqüências de não ter um companheiro pode ser desastrosa.
Um companheiro dá apoio moral nos momentos difíceis, compartilha as derrotas (e também as vitórias!), dá conselhos e avisos que um indivíduo sozinho pode não notar.
Buscar moradia quando se chega em solo estrangeiro é difícil pois a documentação é precária, a comunicação é complicada e as garantias solicitadas são muitas. Agora, quando se está em dois/três/quatro a situação pode mudar de figura. Um grupo é sempre mais forte.
Permanecer tempo demais sem ouvir a língua nativa é uma experiência desagradável, pode tornar-se cansativo a língua do país-alvo da imigração. Ouvir o nosso português começa a soar como música, como algo conhecido e suave. Nesta situação um conterrâneo faz a diferença.
Assim que cheguei à Itália instintivamente busquei por amizades. Tive bastante sorte no início, quando conheci um rapaz francês e outro chileno, e juntos, formamos um trio que unido era imbatível. Conseguimos alugar um apartamento em nosso nome, trocávamos informações colhidas no dia-a-dia sobre ofertas de emprego, lugares para comer, vestir, enfim, viver. No final do dia, aquele trio se divertia em casa e os problemas eram esquecidos.
Algum tempo de imigração se passou, aquele trio teve que se desmanchar e posso dizer que as minhas sucessivas amizades não foram mais daquela forma. Conheci pessoas com pouca índole e de moral duvidosa. Enfrentei problemas adicionais em casa, no trabalho, e perdi todas as vantagens que aquela união forte trazia.
Sugiro à você, internauta descendente, que pretende viajar à Itália, que procure partir já do Brasil acompanhado, com um grupo de no mínimo três. Este número mágico forma um tripé que dá uma base de sustentação na imigração que só quem viveu esta experiência sabe o que significa. Portanto, confira agora mesmo a nossa comunidade e encontre pessoas que pretendem viajar à Itália em breve, e que podem se unir a você.
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